Kuta é pra gringo

Dia 10
Saímos do hotel pra explorar Kuta à pé. Erramos feio, erramos rude.

Kuta está afogada em turismo de péssima qualidade.

Ou talvez, não necessariamente péssima, mas o oposto do que buscávamos.

Tudo é muito feito à medida para aquele tipo de turista que busca festas, muita zoação (daquelas exageradas) e tem o perfil de gringo que ninguém quer pra visitar sua própria cidade. Ou seja, Kuta foi furada!!

A praia era bem nada demais (qualquer praia do Brasil dá um banho na Kuta Beach).
Andamos pela cidade para ver o comércio e as ruas. Pouca coisa interessante…

O nosso hotel virou nosso porto seguro! Decidimos aproveitar para descansar e curtir a piscina que é linda e estava deliciosa.
De noite fomos ao Skygarden que é um bar/restaurante/night/qualquer coisa muito gigante!!! 

Todo dia tem um buffet liberado por 110 mil idr por pessoa, incluindo algumas bebidas como água, refri, cerveja e uns drinks. 

Rola das 17h às 21h dá pra encher o bucho e a pança! 
Além disso, tem vários djs pelo prédio de sei lá quantos andares. Várias pistas de dança e pelo menos as que vimos estavam bem boas! 

Tinha também pipoca e narguila, pagando extra, e outros drinks para continuar tomando o resto da noite.
Pontos altos: bom custo-benéfico, staff super simpático, djs pra vários gostos. Eles expulsam clientes bêbados da casa, o que achamos ótimo porque tinha uma galera perdendo a linha e incomodando.
Ponto fraco: night playboy de gringo. 

 

Ao final nos divertimos pacas! Porque eu não sei o que é night ruim e não sei o que é não aproveitar o tempo!

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Partiu Bali!

Dia 9/09
Parte 2: Ida para Bali! Yeeey!

Chegamos do passeio ao Ijen por volta das 10h da manhã.

Ou seja, estávamos mortos!! E morrendo de fome!!

Pedimos comida no hotel mesmo (omelete pra mim e arroz frito com frango pra ele) pra não perder tempo.

Tiramos uma soneca rápida de uma horinha e saímos pra pegar o ferry pra Bali.

Sai a cada 15 minutos então não precisamos nos preocupar com o horário.

O barco é bem tranquilo e o caminho costuma levar 30-40 minutos. Sei lá porque demorou mais (o Shen disse que o barco não tinha espaço pra atracar).
Chegamos a Gilimanuk, ponto de chegada a Bali e fomos à estação de ônibus. Trash. Acabada. Não tem ninguém pra falar nada pra você e você tem que se virar pra negociar com os motoristas.
Tem uma tabela de preços na parede mas como eles veem que somos gringos, já começam a enrolação.

Pagamos 50 mil cada um pra pegar o busão até Mengwi. Esse é um dos pontos mais próximos pra ir até a parte bombadinha agitadinha da ilha.

O busão levou 4 horas para fazer 120km. E fez um trajeto emocionante (sério) onde a sensação de que “agora vai bater com certeza” acontecendo a cada 10 minutos.

Eu até consegui dormir um pouco. O Shen não. Esses europeus não tão acostumados a trânsito de maluco.
O nosso destino era Kuta então de Mengwi tínhamos que ir pra Ubung e então de lá pra Kuta.

Mas já era tarde e a gente tava cansado e pensando em chegar de uma vez no hotel.

Por isso, preferimos pagar um carro particular (que pegamos na estação onde o busão deixou a gente, tipo a rodoviária de Mengwi). Custou 300 mil pra nos deixar direto no nosso hotel.

Ainda paramos no Indomaret, mercadinho da área, pra matar nossos vícios: coca cola light e bebida energética. 

Depois de 1 hora (pra percorrer 11km), enfim chegamos!
O hotel é bem arrumadinho, limpo e bonito. Bastante área verde, lembrando uma pousada. Bem localizado, muita calmaria! Tudo o que precisávamos!

A área principal é bem perto (tipo anda uma quadra pra chegar ao burburinho) e a praia é ao final da rua. Estamos bem! 

Selamat datang! Bem-vindo! 


Kawah Ijen: blue fire

Dia 9/09 
Parte 1: o vulcão Ijen
Um dos momentos mais esperados da viagem era conhecer o vulcão Ijen, o fogo azul e as minas de enxofre. 

Do nosso hotel a gente conseguiu reservar o tour: uma van com guia e máscara incluída, pagando a bagatela de 250 mil idr por cada um. Nota: o carro particular não sai por menos de 1 milhão e chega a até 1,5 milhão!

Saímos à meia-noite, pegamos uma estrada que levou um pouco menos de 2 horas até a entrada da trilha da mina.

Muito frio, escuro e úmido! Eu tava de luva, pano leve no pescoço e orelhas, algumas camadas de roupa fina e um casaco que uso pra correr no inverno. Diria que tava uns 8 graus!
Subimos pela estrada de terra, fazendo exatamente o mesmo caminho que os mineiros fazem diariamente.

São cerca de mil metros até chegar ao vulcão, a 2799 metros (até o 1822 metros a gente foi de carro).
Sentimos falta de ter uma lanterna de cabeça, mas a do telefone quebrou um belo galho.

Terminando a parte de terra, descemos pela trilha de pedras, ainda sem ver nada, o que aumentava muito a nossa expectativa do “gran finale”!

Nos perdemos do nosso grupo porque era gente pacas por lá! Mas isso não atrapalhou em nada. A quantidade de pessoas, de luzes das lanternas e de pedras rolando deixaria um show dos Rolling Stones no chinelo! 😄😬🤘🏽(piada de velho, eu sei. Mas já passei dos trinta, eu posso).

Quando nos aproximamos do vulcão vimos o fogo azul que se escondia e revelava no meio da fumaça fedida do enxofre.
Lindo, único e emocionante!!
Depois descemos mais para nos aproximar do lago fervente e ali rolou um momento tenso quando o nível da fumaça subiu e tivemos que ficar de olhos fechados por alguns minutos. 

Adrenalina de forma mais natural que essa não sei se é possível!
Esse foi o ponto mais baixo ao qual chegamos. Dali era subir de novo e apreciar a vista à medida que o sol já dando as caras. 

Sério. Que espetáculo da natureza. Que sensacional ver isso de perto! Que bizarro, que louco! To extasiada até agora!!

Deixo esse post com essa sensação deliciosa enquanto me preparo pro próximo: explicar as condições subumanas e muito tristes dos mineiros do Kawah Ijen.

Fotos no facebook.com/atedarbolha 


Peregrinação para Banyuwangy: a cidade perto do vulcão Ijen

Dia 8/09
Saímos do hotel em Cemara Lawang e caminhamos pra ver o Bromo desde um mirante, no alto de uma montanha. 
Na verdade são 3 mirantes, mas só fomos ao primeiro por falta de tempo.

Acordamos às 5:50, arrumamos as coisas, e levamos 1 hora mais ou menos no trajeto pra chegar lá. 
Nosso carro saía às 9h pra Probolinggo e não podíamos atrasar!

Vista linda, de fazer inveja a fundo de tela do Windows!

Voltamos e tomamos o café da manhã do Cemara Indah hotel que era típico e bem gostoso! Um chá de espécies encontradas na região foi o ponto alto! 
E a comida era macarrão, arroz, ovo e mais outro arroz! 😋😋

Enchemos a pança e saímos com o carro particular pelo qual pagamos uns 400 mil mais ou menos (não lembro direito). 
Ele nos deixou na estação de trem de Probolinggo. 

A gente já tinha comprado o ticket da classe executiva por 150 mil cada uma, nas máquinas automáticas que estão por mercados tipo o IndaMaret, famoso aqui.

A estação que vamos é a da cidade de Banyuwangy, de onde saem vários tours pro vulcão Ijen.

O trem saiu às 11h07 e a viagem foi bem tranquila, apesar de levar mais de 4 horas! 
Lá pelas 15:30 chegamos e pegamos uma lotação que custou 20 mil pra cada, mas eu tenho certeza de que isso era preço pra gringo… O motorista primeiro pediu 50 mil pra levar nós dois. Choramos e ele baixou pra 40 mil. Ou seja, acho até que podia barganhar mais…

Enfim, chegamos no Panorama Homestay, um hotel que tem 8,9 de pontuação no booking mas eu acho que não é pra tanto. 

Arrumadinho, comidinhas básicas e boas mas o chuveiro ou sai água pelando ou sai fria. 
Quarto ok, TV péssima. Wifi ótimo!
Tá, dá pra dar um 7,5…

Não fizemos nada de noite porque o nosso passeio pro vulcão Ijen sai à meia-noite. 
A boa é tirar uma soneca pra repor pelo menos alguma energia!

Estamos ansiosos pelo Ijen e o fenômeno do fogo azul!

Fotos no facebook.com/atedarbolha 

Mais sobre Bromo e Java

A cidade de Cemara Lawang é um charminho. Apesar de as construções não serem bem cuidadas, as plantações e as áreas verdes são muitos e bonitas! Tudo parece paisagem de quebra-cabeça daqueles que você pensa que não existem na vida real.
Os locais são muito educados e curiosos com os turistas. Dê bom dia em indonésio sempre que cruzar com uma pessoa pela rua e ela te responderá com hm sorriso genuinamente feliz na cara!
Mas, sempre tem um mas…
1. Cuidado ao tirar fotos. Se eles acham que você está tirando foto deles, te pedirão dinheiro. Honestamente não vejo algo errado nisso, já que eles estão sendo “modelos reais”. Mas preste atenção nisso pra não ser deselegante ou não ter que pagar sem estar de fato fotografando eles.

2. Eles pedem pra tirar foto com você. No começo é engraçado! Mas eu fiquei um pouco irritada quando eu estava andando e veio gente correndo pedir foto. Aí eu serei justa: posso cobrar também?! Rs rs

3. Vão te oferecer tudo que eles puderem. Eu entendo… A cidade é na verdade um povoado super pequeno que sobrevive da venda de legumes e verduras e do…? Isso mesmo: turismo! Sendo assim, eles querem vender tudo que podem pra você.

4. Os vendedores de gorro: cara, eu acho que eu disse umas 8 vezes “tidak, terima kasih” (não, obrigada) pra um dos vendedores de gorro. Insistente é pouco pro que eles são em tentar vender pros gringos. 

5. As coisas lá são mais caras, por motivos óbvios da economia e do acesso a tudo. 

6. A gente não sabia que tinha que pagar uma entrada de 220 mil idr pra ir andando pro vulcão, o que nos deixou bem irritados pois pensamos que era um golpezinho. Mas agora que você já sabe que não é, vá preparado. E não dê dinheiro por motivos que você não sabe quais, meio óbvio isso, né?! Foi mal, tinha que falar!

7. Ignore o seu medo de insetos ou cancele a ida pro Bromo. Tem aranha sim, tem mosca bizarrona grande, sim. Mas não tem pernilongo! Yeahh!!

8. A altitude é de 2200 aprox. Suas embalagens de todas as coisas vão estufar na subida e desinchar na descida.

9. O vulcão está sempre em atividade e costuma entrar em erupção de 5 em 5 anos. A última foi em 2010 e até agora não houve outra. A tradição diz: já já ele dá chilique. E eu que não sou boba de ver isso muito de perto… O Bromo já tá mandando aviso com o enorme ruído que ele fez quando estávamos lá. Medo. Medo. Medaaaaço.

10. Garanta que a sua cia de viagem é sem estresse e sem frescura. Não pode querer coisinha de mimadinho na Indonésia. Não só em Cemara Lewang como nas cidades. Ainda não cheguei em Bali, mas sei que lá o esquema é de sheik. Então não conta pra esse tópico.

11. As pessoas são pontuais, os voos, os carros e os trens também!

12. Viaje com mala leve é fácil de carregar. O meu mochilão tem 10kg e eu até acho que poderia ter trazido menos coisa. É sempre assim… 

13. Tópico 13 porque eu gosto desse número! Se leu até aqui, dá uma compartilhada aí!

Bromo: o vulcão 

Dia 7/09
Acordamos cedinho e nos despedimos de Yogyakarta: hora de ir pro próximo destino.

Pegamos um voo para Surabaya e de lá fomos de carro particular (por 500 mil idr) para Probolinggo. A gente queria ir direto pro vulcão Bromo com o taxi particular. Mas a máfia Indonésia não permite que os turistas subam de outro transporte que não seja as vans acabadas que fazem lotação.

Aliás, um parabéns aqui pra Mitsubishi porque eu não sei como esses carros ainda funcional de tão destruídos!

Aviso: se você tem medo de direção perigosa, comece já a ir no seu terapeuta e resolva isso. É impossível estar na Indonésia e manter esse meo. Velozes e furiosos é mamão com açúcar comparado a isso aqui!

De Probolinggo essas lotações sobem até a cidade onde está o Bromo, chamada Cemara Lawang.

O trajeto todo (aviao, taxi e lotação) demorou das 6h até 13h. Mas foi bem de boa, a gente nem sentiu que passou tanto tempo nos transportando. A mochila não tá pesada e a gente não teve que carregar efetivamente nada por muito tempo.

Assim que chegamos, deixamos tudo no nosso quarto no Cemara Indah Hotel. As instalações são bem roots, estão velhas e não tem a melhor higiene. Enfim, mas “é o que temos para hoje”. 

Saímos pra ir caminhando até a boca do Bromo (dá pra ir de jipe, de moto e a cavalo também). E foi incrível!! Primeiro a gente cruzou o deserto de cinzas. Sensacional!! E ao final está ele lá, subindo a escada de 240 degraus, dá pra escutar e se assustar com o barulho da atividade do vulcão. 

Lembrete: faz frio no vulcão e de noite pode chegar a 10 graus. Levar casaco.

Eu descobri, lá do topo, que tenho um medo desesperador de vulcão!!! Eu tava histérica, morrendo de medo e muito inquieta! O Shen rindo de mim!! Hahaha pelo menos serviu pra me acalmar!! Mas não chega nem à metade do meu medo daqueles ratos de asas que dominam as praças pelo Brasil e pelo mundo. 

Foi sensacional!! Já disse isso?! É ter a noção de que nós somos muito pequenos frente à natureza e que ela tem a capacidade de te transformar a cada segundo. Suspirei de tanta energia rolando por ali!

Bom, ao final voltamos pelo mesmo caminho da ida e assistimos ao pôr-do-sol do mirante ao lado do nosso hotel. 

Lindo!! 

Jantamos num outro hotel aqui da cidade chamado Café Lava. Nem normalzinho mas ok pra matar a fome. Comi omelete e arroz.

Toque de recolher! Vamos dormir cedo porque estamos acabados e amanhã já saímos cedo e vamos pro outro vulcão, o Ijen.
Serviço:

À entrada ao parque do vulcão custa 220 mil.

A máscara nos compramos no hotel por 20 mil.

Flores pra jogar no vulcão como na tradição daqui por 20 mil (comparadas do senhor da foto).

Mais fotos no facebook: facebook.com/atedarbolha 

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Sobre o câmbio da Indonésia 

Quanto vale a rúpia Indonésia? 

Quase nada! Pra quem ganha em euro, ser turista aqui é uma festa!

1 euro valem 15 mil (aprox) rúpias indonésias!! E as coisas são bem baratas se comparadas à Espanha, por exemplo, que é um dos países mais baratos da Europa. Ou seja, dá pra se programar direitinho pra vir pra cá.

Já que o dindin brasileiro vale beeem menos, o real sai por aproximadamente 4 mil idr. Oque  ainda é um facilitador da viagem.

Uma lata de coca-cola light comparada num mercado não passa de 6800 (preço mais caro que vi até agora).

Os transportes longos não ultrapassaram os 20 euros por pessoa (digo isso do mais caro de todos que vimos e que precisamos pois não havia opção).

Mas cuidado que tem coisas a pagar que podem ser inesperadas, como os parques que em teoria são abertos. Aí você conta 3 mil aqui, 15 mil ali, 20 mil acolá… Tudo baratinho..: mas se você já foi no Saara do Rio de Janeiro ou na 25 de março em São Paulo, sabe bem como é! 😜💸😬

Resumindo, vem sem medo porque a Indonésia tá surpreendendo e o câmbio ainda nos ajuda!